04/07/2011

Viva Douglas McGregor!

            Alguém já passou por uma situação em que pensa o trabalho de uma determinada maneira que os colegas e superiores consideram utopia, ingenuidade?
            Desde criança eu tenho uma visão positiva das pessoas. Cresci e achei que isso ia mudar, que eu sairia de minha bolha Poliana para entrar no mundo adulto. Salvo algumas raras exceções, continuei encarando as pessoas com confiança. Por isso os termos "vigiar" e "controlar" nunca fizeram parte da minha rotina no trabalho. O problema é que eu não conseguia explicar de forma inteligível aos meus gestores por que eu acreditava na gestão participativa e na confiança. Há algum tempo, quando estudava as teorias motivacionais para uma matéria da pós-graduação, deparei-me com um estudo de Douglas McGregor que traz a seguinte reflexão: as pessoas agem conforme um conjunto de premissas, que podem ser tanto positivas quanto negativas. McGregor classificou a visão que se pode ter do ser humano em duas: Teoria X (negativa) e Teoria Y (positiva). Os indivíduos que pensam como a Teoria X são restritivos e limitadores, enquanto os indivíduos que pensam como a Teoria Y são desenvolvimentistas e proativos.            
            No ambiente de trabalho essas formas de pensar refletem em praticamente tudo: hierarquia x horizontalização, burocracia x autonomia, bom relacionamento x clima ruim, confiança x desconfiança, colaboração x coação, entre tantas outras coisas.
            Sei que não só de gestores com visão positiva do ser humano se fazem as boas organizações para se trabalhar, mas que alivio eu senti quando descobri que havia uma teoria para esse meu modus pensante. Se não houvesse, talvez eu criasse a minha própria, mas esse assunto é para outra prosa.